segunda-feira, 23 de julho de 2012

2.722 armas recolhidas em Feira

Armas serão destruídas no Batalhão do Exército em Salvador 

Revólveres, espingardas, escopetas, garrunchas, carabinas. Estes são alguns dos tipos de armas recolhidas pela Campanha do Desarmamento em Feira de Santana. Criada em fevereiro de 2010, a campanha já totaliza 2.722 armas entregues voluntariamente pelos cidadãos nos portos de coleta. Somente este ano já foram recolhidas 1.274 armas de fogo.
De acordo com dados da Campanha, até então já foram entregues 1.426 revólveres calibres 22, 32 e 38. Na Casa da Paz foram entregues 84 pistolas automáticas e semi-automáticas e 1212 escopetas, espingardas, carabinas, garrunchas e armas artesanais.
“Os revólveres são campeões de devolução. Diante dos números percebemos que é a arma mais popular e a que consequentemente mais mata”, destaca o coordenador da Campanha do Desarmamento, Cloves Nunes.
Todas as armas doadas no posto, que fica localizado no conjunto Feira V, são encaminhadas para o Batalhão de Polícia Militar. “Por motivos de segurança, não mantemos as armas e munições nas instalações da Casa da paz”, informa Nunes. Todo arsenal recolhido será encaminhado para o 19º Batalhão de Caçadores do Exército Brasileiro, em Salvador.
Para reforçar as ações de incentivo ao desarmamento, a Campanha do Desarmamento será levada para a Copa 2014. “Além da veiculação de propagandas nos estádios onde serão realizados os jogos, a seleção brasileira entrará em campo com a faixa do desarmamento. Também será concedido desconto no valor do ingresso para o cidadão que entregar sua arma”, informa Cloves Nunes.
Antes de fazer a doação de armas e munição, é preciso solicitar a guia de trânsito pela internet e levar a arma até o posto de coleta. No ato de entrega, o indivíduo recebe um protocolo para retirada da indenização no Banco do Brasil. A arma é danificada imediatamente, com marteladas no cano, tambor e gatilho.

Serviços de poda concentrados em várias vias

Ação garante uma melhor visibilidade para motoristas 

A Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Sesp), através do Departamento de Áreas Verdes está executando a poda de árvores em várias avenidas de Feira de Santana. Além de evitar acidentes e garantir uma melhor visibilidade aos motoristas que trafegam pelas vias, o serviço resultará na melhoria do aspecto visual.
Na manhã deste sábado (21), os prepostos da Sesp executaram a poda de árvores na avenida Padre Anchieta (Avenida de Canal), onde também está sendo realizado o serviço de sacheamento (retirada de mato no calçamento). A intervenção também está ocorrendo na rua Adenil Falcão e avenida Olimpio Vital, onde a poda é ornamental. Concluindo os serviços nestas vias, eles terão continuidade na próxima semana em outros corredores de tráfego.
De acordo com o secretário de Serviços Públicos, Alexandre Monteiro, o trabalho conta com o suporte da Coelba (Companhia de Eletricidade da Bahia), que efetua a poda de galhos próximos a rede elétrica. “Este é um dos serviços da Sesp que traz uma série de benefícios, como a prevenção de acidentes, e não apenas os automobilísticos, melhora do aspecto visual e ajuda a devolver o equilíbrio para as árvores”, acrecenta.

Procon Móvel leva serviços ao bairro Asa Branca

Comunidade receberá equipe do órgão nesta quarta-feira (25) 

O Procon Móvel, serviço itinerante da Superintendência Municipal de Defesa do Consumidor (Procon) que tem como objetivo receber denúncias e queixas de má prestação de serviços e fornecimento de bens, estará na próxima quarta-feira (25) no bairro Asa Branca. Na localidade, o atendimento ao público será realizado na rua Avaré, nas proximidades da Escola Antônio Alves de Oliveira.
Assim como nas edições anteriores, a ação é possibilitada através do uso do ônibus do Programa Feira Cidade Digital, onde técnicos, estagiários e diretores do órgão atendem as solicitações da comunidade e podem de imediato realizar a abertura de processos, provenientes das reclamações individuais e coletivas.
Além de prestar atendimento no âmbito jurídico, a equipe do Procon aproveita a oportunidade também para desenvolver atividades educativas, como a distribuição de cartilhas informativas sobre os direitos do consumidor. A proposta em democratizar o acesso aos serviços do Procon, através do Procon Móvel, já foi realizada em várias localidades. Os cidadãos do conjunto Feira X, Cidade Nova e Tomba também puderam contar com o serviço itinerante do órgão.
No bairro Asa Branca, o atendimento será disponibilizado das 8 às 17 horas. As unidades do Procon estão situadas na avenida Maria Quitéria, nº 2.441,  e no Centro de Atendimento ao Feirense (Ceaf). Mais informações podem ser obtidas através dos telefones (75) 3603-3700/ 3602-2800.

Poluição ambiental prejudica comunidade quilombola em Feira de Santana

Em torno do esgoto a céu aberto é comum a presença de crianças brincando sem saber dos riscos que correm com a possibilidade de contrair doenças diversas.

Ney Silva/Acorda Cidade


Ney Silva e Daniela Cardoso

Os moradores do bairro São João do Cazumbá,  uma comunidade quilombola localizado na área do CIS (Centro Industrial do Subaé) estão enfrentando sérios problemas devido a poluição ambiental. As crianças de uma pré-escola da rede municipal de ensino são quem mais sofrem com o mau cheiro provocado por uma rede de esgoto estourada e pelo odor exalado por chaminés das indústrias.



O bairro, que geograficamente fica em uma depressão, não tem rede de esgotamento sanitário e a única rede que é para água pluvial também recebe dejetos das casas, incluindo as de um conjunto do antigo Pranolar. A rede de esgoto estourou na rua do Cravo em frente a escola municipal Margarida Brito de Oliveira. 

 

Em torno do esgoto a céu aberto é comum a presença de crianças brincando sem saber dos riscos que correm com a possibilidade de contrair doenças diversas. 



A professora, Maria Nice Oliveira, informou que as crianças com idades que variam de três a cinco anos não suportam a intensidade do mau cheiro dentro das salas. Ela disse que a situação é complicada, porque além do mau cheiro provocado pela rede de esgoto estourada, a poluição do ar é intensa em decorrência da produção das fábricas.



“De manhã cedo o mau cheiro é muito forte, as crianças reclamam e estão até com problemas respiratórios, tendo que ser levadas a postos de saúde. Muitas delas ficam sem estudar, porque estão doentes em casa”, afirmou Maria Nice. 



A dona de casa Marina Rodrigues da Silva é uma das mais prejudicadas com a rede de esgoto estourada que fica na porta da casa dela. “Essa situação é muito ruim, porque o mau cheiro é forte, principalmente durante a tarde com o sol quente”, reclama a moradora. 


A presidente do Conselho Municipal da Igualdade Racial e dos Direitos Indígenas, Lurdes Santana, confirmou ao Acorda Cidade que o bairro São João do Cazumbá é realmente uma comunidade quilombola. 
 Ela conta que aquele bairro está esquecido pelas autoridades, mas que já foram encaminhados relatórios ao governo Federal e a secretaria estadual da Igualdade Racial. “De todas as comunidades quilombolas de Feira de Santana, o São João do Cazumbá é o mais carente”, afirma Lurdes. 
 Ela informou que os problemas não envolvem apenas o meio ambiente, mas também, a questão educacional, porque a escola precisa melhorar sua estrutura e faltam ações relacionadas ao esporte e ao lazer para afastar as crianças e adolescentes das drogas. 
 Lurdes Santana lembra que o bairro São João do Cazumbá é uma das comunidades mais antigas de Feira de Santana, onde historicamente Lucas da Feira convivia com a comunidade. Ela lamentou que existem muitos entraves sociais no Brasil e que os recursos destinados a essas comunidades demoram de chegar. 
 Segundo ela, o secretário de Desenvolvimento Social, Ronaldo Barbagelata, está tendo boa vontade para resolver algumas situações das pessoas que vivem naquele bairro e já programou uma visita a partir da próxima segunda-feira.

Fotos: Ney Silva/Acorda Cidade